Meditar pode retardar o processo de envelhecimento - Plenae

Meditar pode retardar o processo de envelhecimento

Em pesquisa, meditação da bondade amorosa reduziu o tamanho dos telômeros, associados ao envelhecimento


Uma nova pesquisa científica revelou que a meditação pode desacelerar o processo de envelhecimento.

No estudo, publicado no periódico Psychoneuroendocrinology, os cientistas examinaram como diferentes formas de meditação influenciaram o comprimento dos telômeros, o nome que se dá à extremidade de cada cadeia de DNA.

O tamanho do telômero é um indicador do envelhecimento. No sentido metafórico, pense que ele é o plástico que reveste os cadarços. Conforme o tempo passa, o plástico se deteriora, tal qual os telômeros.

Eis como os autores da pesquisa explicam o fenômeno: “A idade cronológica e a idade biológica não são idênticas. Enquanto a primeira é medida em anos, a última é frequentemente indexada pelo comprimento dos telômeros”.

Pesquisa. Os cientistas recrutaram 176 pessoas com idades entre 35 e 64 anos. Os participantes relataram que tinham pouca ou nenhuma experiência com qualquer forma de meditação.

As pessoas foram aleatoriamente divididas em três grupos. Um terço participou de uma oficina de meditação de bondade amorosa de seis semanas, um terço de uma oficina de meditação da atenção plena (mindfulness) por seis semanas e o restante serviu como grupo de controle.

Para avaliar o comprimento dos telômeros, os cientistas coletaram amostras de sangue das pessoas no início e no fim do estudo.

Resultado. Em geral, a meditação da atenção plena ajudou as pessoas a permanecerem focadas no presente, sem julgamento. Já os praticantes da meditação da bondade amorosa relataram sentimentos calorosos e afetuosos em relação aos outros.

No que diz respeito aos telômeros, o comprimento diminuiu basicamente para todos os participantes. No entanto, a redução foi bem menor entre os praticantes da meditação da bondade amorosa. Em outras palavras, esse tipo de prática parece retardar o processo de envelhecimento.

Fonte: Eric Dolan, para PsyPost
Síntese: Equipe Plenae

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