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O envelhecimento e as novas oportunidades do mercado

Os principais desafios que a longevidade proporciona ao mercado podem melhorar as condições dos mais idosos

9 de Maio de 2019


O envelhecimento global e a inovação tecnológica estão ocorrendo a uma taxa sem precedentes. A interseção dessas duas macrotendências globais cria uma necessidade significativa e uma oportunidade para novos produtos e serviços com o objetivo de transformar e capacitar a experiência do envelhecimento. O instituto global de inovação para a terceira idade Aging2.0 apresentou o Grand Challenges, uma iniciativa global para impulsionar a colaboração tecnológica nesse sentido. Foram cinco anos de diálogos das partes interessadas de toda comunidade interdisciplinar, intergeracional e internacional de adultos mais velhos, provedores de serviços de atenção sênior, líderes de ideias e empreendedores. Os oito desafios: 1. Engajamento: Ajudar os adultos mais velhos a ficarem ou permanecerem engajados de maneira significativa é fundamental para a saúde da comunidade. Formas novas e criativas são necessárias para que disponibilizem o que sabem, ao mesmo tempo que tenham oportunidades de aprendizagem e engajamento significativo durante toda a vida. Atualmente, o ageísmo isola a terceira idade. 2. Bem-estar financeiro: a longevidade exigirá novos modelos, novas ferramentas e normas de aposentadoria. Os modelos tradicionais não suportam a longevidade estendida dessa nova geração de idosos. A criação de empregos futuros, modelos para planejamento e financiamento de cuidados e melhores formas de prevenir fraudes são necessárias. 3. Arquitetura planejada: objetos do dia a dia, casas e comunidades viram obstáculos ao movimento seguro, quando não foram pensados para os idosos. Há uma necessidade de planejamento de espaços, produtos, programas e serviços que maximizem a segurança, força, equilíbrio, aptidão, independência e mobilidade à medida que as pessoas envelhecem. 4. Apoio às atividades diárias: um terço das pessoas com mais de 65 anos precisa de assistência com pelo menos uma atividade da vida diária, como comer, tomar banho e vestir-se. Produtos e serviços são necessários para ajudar a apoiar não apenas as atividades diárias básicas dos adultos mais velhos, mas também para estimular e apoiar a capacidade de prosperar e o engajamento aos estilos de vida escolhidos. 5. Cuidadores qualificados: ainda é uma profissão informal e, na maioria das vezes, não remunerada, mas o mercado está cada vez mais complexo e exigente. Há dois tipos de cuidadores, os familiares – que acumulam outras funções como o trabalho e o serviço doméstico – e o profissional – que recebe uma remuneração, mas, em geral, não passa por treinamento específico. É necessário achar soluções para ajudar a atrair, treinar, desenvolver e alavancar esse escasso capital humano. 6. Jornada da saúde: os cuidados podem ser particularmente complexos e fragmentados. Dois terços dos idosos tem pelo menos duas doenças crônicas, que absorvem a maior parte dos gastos. As famílias e os provedores de planos de saúde, no entanto, estão alinhados no desejo de ampliarem os cuidados de uma forma mais econômica. Novas ferramentas e modelos de serviços são necessários para apoiar as transições de cuidados, a colaboração clínica, o gerenciamento de medicamentos, a gestão da saúde da população e a prestação de cuidados remotos. 7. Saúde do cérebro: o Alzheimer é a sexta maior causa de morte nos Estados Unidos e deve custar US$ 1,1 trilhão em 2050. A incidência da doença é de 33% entre pessoas com mais de 85 anos, faixa da população que mais cresce. Embora não haja cura, faltam ferramentas e serviços melhores para aumentar a conscientização, prevenção, diagnóstico precoce para otimizar a capacidade cognitiva e retardar o declínio cognitivo. 8. Fim da vida: a morte é inevitável, mas isso não parece facilitar a discussão e o preparo para essa etapa. Pesquisas apontam que 25% do orçamento com saúde foram gastos no último ano de vida e muitas pessoas ainda não morrem onde ou como querem. As famílias e os provedores precisam de ajuda para navegar pelas opções de fim de vida, tendo conversas difíceis e garantindo que os desejos sejam atendidos. Leia o artigo original aqui .

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Porque as empresas devem contratar trabalhadores mais velhos

A maioria das companhias considera, erroneamente, a idade avançada uma desvantagem competitiva

25 de Novembro de 2019


Há muito anos, por meio de uma pesquisa para a Deloitte, perguntamos a cerca de 10 mil empresas: “A idade é uma vantagem ou desvantagem competitiva na sua organização?” É provável que a resposta não lhe surpreenda. Mais de 2/3 das companhias consideram a idade avançada uma desvantagem competitiva. Se você tiver mais idade, é provável que irão considerá-lo menos capaz, com menos condições de adaptação, ou com menos disposição para arregaçar as mangas e realizar algo novo, contrariamente a seus colegas mais jovens. O mito alastrado pela indústria das aposentadorias é que as pessoas com mais de 65 anos de idade devem se aposentar. Apesar dos bilhões de dólares gastos para tentar nos convencer de que nossos “anos dourados” devam incluir viagens, golfe e sentar-se à beira da piscina, as pesquisas, na verdade, mostram que as pessoas que param de trabalhar e se aposentam normalmente sofrem de depressão, ataques cardíacos, e um mal-estar geral por não terem muitos propósitos na vida. Muitas pessoas, especialmente aquelas que tiveram uma carreira significativa por muito tempo, gostam, de fato, de trabalhar. Pelas sábias palavras de Stephen Hawking: “O trabalho concede um significado e um propósito, e a vida se torna vazia sem ele.” É a oportunidade de valorizar o próximo e a comunidade; ele proporciona uma rede de amigos e colegas com quem passar o tempo, como também concede algo para fazer com a sua energia física e intelectual. Por que queremos nos aposentar se gostamos do nosso trabalho? Inúmeras pessoas entre 60 e 70 anos de idade estão ativamente engajadas na carreira, e não pensam na aposentadoria. Aos 89 anos de idade, Warren Buffett ainda é lembrado como uma das mentes mais brilhantes no mundo financeiro, e Charlie Munger, seu braço direito, tem 95 anos. Aos 61, Madonna ainda é a incontestável rainha do pop. Aos 81, Jane Fonda está mais prolífica do que nunca na sua carreira como atriz e ativista. Tudo isso sugere que a idade coincide com o conhecimento do ambiente de trabalho, e as pesquisas provam isso. Contrariamente ao que se acredita, as pessoas mais antigas e com mais tempo de casa são as que têm mais êxito como empreendedoras. Aquelas com mais de 40 anos têm três vezes mais chances de criar uma empresa promissora como resultado da natureza paciente e colaborativa, e a ausência de uma atitude de “autoafirmação”, que normalmente acompanha os mais jovens. O que as empresas ganham com funcionários mais velhos? Os nossos sistemas de carreira, salários, recrutamento e avaliação não contemplam a contratação de pessoas mais velhas. Muitas empresas acreditam que elas “ganham muito” e podem ser “substituídas por trabalhadores mais jovens” que sabem realizar o trabalho da mesma maneira. Pessoas como Mark Zuckerberg – e outras – afirmam abertamente que “os mais jovens são mais espertos.” Temos uma indústria de mídia e de propaganda que glorifica os jovens. As evidências científicas que tratam tal assunto mostram dados diferentes. Para a maioria das pessoas, o poder mental natural diminui depois dos 30 anos, mas o conhecimento e a experiência – os maiores indicadores de desempenho no trabalho – continuam aumentando até mesmo depois dos 80 anos. Há também evidências suficientes que presumem que características como a perseverança e a curiosidade são catalisadores para a aquisição de novas habilidades, mesmo durante a idade mais avançada. Com relação ao aprendizado de coisas novas, simplesmente não há limite de idade, e quanto mais engajadas intelectualmente as pessoas ficam quando mais velhas, mais contribuirão para o mercado de trabalho. Além do valor e da competência que os trabalhadores mais velhos podem trazer para a força de trabalho, há também a questão da diversidade cognitiva. Pouco se tem alcançado em termos de valor quando as pessoas trabalham sozinhas. A grande maioria de nossos avanços – seja em ciências, nos negócios, na arte ou nos esportes – é o resultado da atividade humana coordenada – ou seja, pessoas trabalhando juntas como uma unidade coesa. A melhor forma de maximizar os resultados da equipe é aumentar a diversidade cognitiva, que tem maior probabilidade de acontecer se for possível agrupar pessoas de idades (e experiências) diferentes para trabalharem juntas. Fonte: Josh Bersin e Tomas Chamorro-Premuzic, para Harvard Business Review Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui . Josh Bersin é fundador da Bersin by Deloitte, e da Josh Bersin Academy, escola de pesquisa e desenvolvimento profissional para o RH e líderes de empresas. Tomas Chamorro-Premuzic é o Chief Talent Scientist na ManpowerGroup, professor de psicologia de negócios na University College London e na Columbia University, e professor adjunto no Harvard’s Entrepreneurial Finance Lab.

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