Coloque em prática

Como viajar sem sair de casa

Separamos dicas que vão te transportar para outros lugares mesmo no conforto do seu lar.

20 de Dezembro de 2020


2020 mal chegou e já começa a se despedir. Com a chegada de uma pandemia mundial, nunca ficamos tanto em casa. Apesar dessa reconexão com nosso próprio lar que experimentamos, também ficamos saudosos de poder fazer as malas e ir explorar um novo lugar.

No quarto episódio da terceira temporada do Podcast Plenae - Histórias Para Refletir, conhecemos o estilo de vida da Família Nalu, que consiste em não ter residência fixa, mas sim, estar por todos os cantos, sempre juntos, em busca de novas ondas, novos ares.

Apesar da reconexão com nosso lar, sentimos saudades do desconhecido

Inspirados a viajar, mas ainda respeitando os protocolos de segurança, resolvemos separar dicas que vão te transportar a vários outros lugares sem nem precisar sair de casa. Faça as “malas” e embarque nessa!

Navegando por aí

Você sabia que durante a pandemia, vários dos maiores museus do mundo disponibilizaram seus acervos de forma gratuita e online? O Museu do Louvre , o Museu do Vaticano e até o Museu Britânico : você consegue fazer um tour virtual clicando sobre o nome deles e visitando seus sites.

O velho e bom Google também pode te ajudar! Não, você não verá apenas imagens estáticas na busca comum. A experiência é melhor e mais detalhada se você baixar o aplicativo (ou simplesmente visitar este site ) do Arts & Culture, que reúne artigos e curiosidades sobre as mais diferentes coleções e museus do mundo!

Se o seu turismo é mais urbano e não tanto sobre museu, o Google também pode te ajudar! Baixe o aplicativo do Google Earth (ou clique aqui para usar no navegador) e conheça virtualmente aquele destino dos sonhos com riqueza de detalhes!

Quando estiver por lá, arraste o bonequinho amarelo para a rua que você quer visitar e comece a passear. Este artigo separou ainda outras dicas de funcionalidades dessa ferramenta. Fique de olho também em câmeras espalhadas por cidades de todo o mundo. Você confere algumas delas aqui .

Navegar na internet é uma forma de navegar pelo mundo também

E tem para os aventureiros também: os parques de Orlando preparam uma experiência para que você conheça não só os parques como também a cidade, tudo em um só site . Isso pode te ajudar até mesmo a planejar sua próxima viagem - dessa vez presencial - com mais exatidão.

Não se esqueça ainda do Youtube! Por lá, você encontra os principais canais voltados para o turismo clicando nesse link aqui , baseado no que o algoritmo da própria plataforma separa como imperdível e destaque. Este blog também separou dicas incríveis de canais para você conhecer.

Na televisão, você encontrará sites como o Canal Off , Discovery Channel, Travel Channel que possuem programações inteiras voltadas para o assunto. Já o GNT e o Multishow possuem programas específicos em sua grade que também entregam conteúdo turístico de alta qualidade, como Vai Pra Onde?, Pedro Pelo Mundo e Lugar Incomum.

A boa e velha televisão ainda reserva a magia de te teletransportar

Outras experiências

Mas nem todas as experiências precisam ser tão multimídias assim. Às vezes, somente uma foto é capaz de te levar para outro lugar. Sites como National Geographic ou a agência fotográfica Magnum Fotos e também contas no Instagram de viajantes natos (para isso, confira essa lista ), podem ser uma opção.

Se tratando de fotos, você ainda pode navegar pelas suas próprias fotos de antigas viagens. Sabe aquele álbum que você sempre quis fazer e nunca teve tempo? A hora é agora! Separe um tempinho e eternize suas lembranças, seja em um álbum físico ou em um álbum online.

Para a segunda opção, que tal usar o Pinterest ? O aplicativo - que também é site - conhecido há anos por reunir belas imagens de diferentes universos, pode funcionar como seu álbum particular e também de seus seguidores, que irão se inspirar com os seus cliques!

Se você gosta de ouvir relatos, então deve ficar ligado nos Podcasts, modelo que vem trazendo cada vez mais novidades. Este artigo separou boas dicas de podcasts que trazem a temática do turismo, mas você tem também a opção de descobrir nomes originais pesquisando na lupa do seu próprio aplicativo de streaming.

Não tire os fones! Cansou dos podcasts? Viaje para outras culturas e de quebra pratique seu idioma ouvindo rádios de outros países. Neste site você consegue ouvir frequências de todo o mundo, mas há aplicativos que fazem isso por você também, como o 80000+ Free FM Station e o Audials . E não se esqueça também de procurar por “sons do mar” ou “do campo” para relaxar!

Coloque seus fones e prepare-se para viajar!

Ouça tudo isso enquanto cozinha um prato típico de alguma região bem exótica. Assim você ativa ainda outro sentido muito importante e presente nas nossas viagens: o paladar! Você encontra receitas de todo mundo em uma simples busca no Google ou em livros específicos que são facilmente encontrados também.

Aliás, livros e filmes dispensam comentários sobre o seu poder de teletransporte. Mergulhe de cabeça em títulos que se passam em um lugar específico e viajam por ele. Aqui, vale repetir a dose - seja do destino retratado no filme, ou mesmo na escolha da obra.

Pronto! Viu só como é possível viajar sem sair de casa, e o melhor, gastando pouco? Já dá para ter um gostinho e ir planejando o roteiro do seu próximo destino enquanto você se protege. Aproveite e comente em nosso Instagram caso coloque alguma dessas dicas em prática!

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Coloque em prática

6 perguntas para fazer aos seus pais sobre legado e futuro

Apesar do tabu acerca do tema da morte na cultura Ocidental, falar sobre o assunto pode ser vantajoso para todos os lados.

26 de Agosto de 2020


Morte: palavra que causa efeitos diversos por si só - geralmente negativos. Atualmente, por conta da pandemia, é tema diariamente debatido nos telejornais. Afinal, já atingimos a triste marca de 100 mil mortos no Brasil em decorrência da covid-19.

Mas morrer é tão natural quanto viver. Deixar de existir faz parte do processo da existência, e é a única certeza que temos enquanto seres vivos que somos. Habitamos o mundo com a certeza de que um dia mudaremos de endereço - seja lá qual for ele. Olhar o ciclo da vida com sabedoria e afeto pode mudar não só os seus processos pessoais de luto, mas as decisões que toma enquanto os anos se passam.

Tanto que algumas culturas tratam esse momento de passagem como algo a ser celebrado. Diversas crenças - sobretudo orientais - promovem até mesmo festas, oferendas e outras celebrações que dignifiquem a partida daquele ente tão querido, que tanto foi em vida, e muito será em morte.

Para a mitologia grega, por exemplo, a morte não representava um rompimento cruel, mas sim libertador e doce. O assunto é debatido há tantos séculos que surge em diferentes esferas, sob diferentes óticas, como na Bíblia, no Egito Antigo, no Umbandismo, Budismo. É também tema frequentemente estudado pela ciência, como a psicanálise e a neurologia, além de ter sido retratado inúmeras vezes na arte, seja no cinema, nas artes plásticas ou na literatura.

Mas então, por que devemos falar ainda mais sobre ela?

“Mesmo sendo tema frequentemente discutido em tantas frentes, o desafio ainda é grande quando a conversa passa para a mesa de jantar” comenta a administradora Layla Vallias. “Porém, colocar o tema debaixo do tapete não está nos ajudando: o Brasil é considerado , pela Economist Intelligence Unit, um dos piores países para se morrer” continua.

E o que deve ser feito para iniciar essa mudança? “Precisamos lidar com mais naturalidade sobre esse assunto e isso começa com o diálogo” diz. Pensando nisso, Layla criou a primeira startup brasileira focada no mercado maduro e no planejamento de fim de vida, a Janno .

Para ajudar nesse desafio, a empresa criou listas de checklist que podem ajudar àqueles que pretendem se organizar para que, quando o momento chegar, esteja tudo encaminhado - evitando o drama burocrático posterior que se desenrola em meio à um luto.

Além disso, conversamos com Layla para sabermos: o que devemos conversar com nossos pais e avós sobre legado e futuro? Mais do que ouvir suas histórias de vida, é preciso conhecê-los com mais profundidade para enfrentar essa etapa tão delicada com mais facilidade e sabedoria. Em conversa com a empreendedora, selecionamos 6 dicas para começar:

  1. Pesquise

Antes de iniciar a conversa, faça uma lista de tudo que você precisa saber e organizar nesse planejamento de legado e finitude. Lembre que além dos documentos mais lembrados como testamento, número da apólice de seguro de vida, há outras decisões a serem tomadas que são tão importantes quanto, por exemplo, saber como seu pai quer ser cuidado no caso de algum imprevisto, o chamado Testamento Vital.

  1. O momento certo para tratar o assunto

O melhor dia para começar a lidar com o assunto é ontem, e o segundo melhor é hoje, como reforçou à Layla o advogado Flávio Belliboni, que atua com Direito Familiar e Sucessório há mais de 40 anos no escritório Pinheiro Neto Advogados. Portanto, falar sobre isso o mais rápido possível e enquanto seus pais estão saudáveis é o ideal e vai prevenir bastante dor de cabeça e que as preferências deles sejam honradas até o fim.

  1. Como falar sobre o assunto

A gente sabe, falar sobre finitude pode assustar se não for tratado com leveza. Uma dica é se aproveitar de uma notícia da TV, jogos ou até uma sessão pipoca. Os filmes têm o poder de nos colocar no lugar das personagens, vivenciando junto com elas aquela situação. Um exemplo disso é o filme " Como Eu Era Antes de Você" , romance água com açúcar de Thea Sharrock, mas que pode render boas reflexões sobre autonomia e independência. Há também o Cartas na Mesa, jogo traduzido pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia que trata de situações difíceis de um jeito lúdico, e ainda o clássico de Adam Sandler, Click. Por fim, um dos filmes mais recentes da Disney, Viva, a Vida é uma Festa , trata do tema com graça e delicadeza - e pode ser um bom ponto de partida.

  1. Não corte seus pais quando eles abordarem o assunto

Nos estudos realizados pela Janno, não foi raro Layla ouvir de seus entrevistados que, quando tentavam falar sobre o assunto com os filhos, eles se negavam a continuar a conversa. Portanto, se seu pai ou mãe quiserem falar sobre desejos, legado e finitude, escute e o apoie. Apesar de 87% dos brasileiros não se sentirem preparados para lidar com a própria morte, conforme a idade passa, fica cada vez mais fácil: 3 em cada 10 brasileiros acima de 65 anos não acham difícil falar sobre o tema. Isso acontece porque os maduros lidam com o assunto, em geral, de forma mais prática.

  1. A herança dos seus pais também contempla valores e conselhos

Depois de conversar com mais de 3.000 americanos 55+ sobre como pensam e lidam com o legado, Kevin Henfman, Diretor do Bank of America, descobriu que 7 em cada 10 entrevistados querem ser lembrados pelas memórias e momentos compartilhados com quem amam. Ajudar seus pais a organizar suas memórias, conselhos e aprendizados é um presente e tanto para quem fica, para você e seus filhos. Você pode começar convidando-os a escrever suas memórias em um caderno e até brincar de jornalista entrevistando-os. “Indico o livro Pai/Mãe, me conta sua história da holandesa Elma Van Vliet”.

  1. Decida, realize as ações necessárias e registre as informações em um lugar confiável

Depois de conversar com a sua família, organize seus documentos importantes, tome as decisões e comece a realizar as ações necessárias. Separe em tópicos que vão da vida jurídica a digital, isso pode facilitar o processo. O Dr. Flávio Bellinoni, diz que, se fosse para priorizar, todo mundo deveria ter no mínimo: um testamento, seguro de vida, plano funeral e pelo menos uma conta conjunta. De nada adianta organizar tudo e não contar pra ninguém. Depois de tomar todas as decisões relacionadas ao planejamento de fim de vida, registre as informações em um lugar seguro e compartilhe com alguém de sua confiança, ou em serviços como o da própria Janoo.

Falar sobre a morte é uma oportunidade de garantir o legado daqueles eu amamos

Agora que você já possui essas dicas, é hora de começar. Lembre-se: essa organização de documentos não deve ser necessariamente um momento mórbido. Tratar com amor e praticidade são as chaves para garantir que o legado daqueles que você ama serão para sempre garantidos. E que                                                                      propósito lindo para se ter, não?

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