Para Inspirar

Exposição solar ajuda a ter uma boa noite de sono

Enquanto os cientistas entendem a importância de dormir o suficiente, o papel desempenhado pela exposição à luz pode, às vezes, ser negligenciado.

24 de Maio de 2019


O ciclo de sono e vigília é um dos principais comportamentos humanos. Quando adormecido, nosso cérebro memoriza e processa informações. Nosso corpo limpa toxinas e se regenera, permitindo-nos funcionar corretamente quando acordado. Enquanto os cientistas entendem a importância de dormir o suficiente, o papel desempenhado pela exposição à luz pode, às vezes, ser negligenciado. Configurando o relógio do corpo A razão pela qual a luz é tão importante é que ela define nosso ritmo circadiano, ou relógio biológico, por meio de sensores de luz especializados dentro do olho. Nosso olho detecta o ciclo claro e escuro no ambiente e ajusta o ritmo circadiano do corpo de modo que o dia interno e externo coincidam. Isso é tão poderoso que as pessoas que sofrem de lesões oculares graves podem sofrer problemas relacionados ao sono. Jetlag é o exemplo mais óbvio do efeito que a luz pode causar. A exposição solar no novo fuso horário ajuda a redefinir o relógio biológico para a hora local, informando o momento certo para dormir. Luz natural Em 1800, a maioria das pessoas em todo o mundo trabalhava fora e ficava exposta à mudança do dia para a noite. Muitos de nós perdemos essa conexão ambiental por passar o dia em escritórios fechados. Nós nos tornamos uma espécie desprovida de luz, e isso tem consequências profundas para a qualidade de nosso sono e, conseqüentemente, bem-estar. A quantidade ideal varia de pessoa para pessoa, mas sabemos que o nosso corpo precisa de exposição à luz muito brilhante que a maioria da iluminação interna não oferece. Turno da noite O problema é ainda maior para os trabalhadores noturnos. Eles são ativos em um momento em que o corpo está preparado para dormir. Quando dormem, durante o dia, seu sono é mais curto e de pior qualidade. A curto prazo, esse padrão pode provocar respostas emocionais anormais e uma incapacidade de processar informações corretamente. A longo prazo, pode reduzir a expectativa de vida em até seis anos. Estima-se que 97% dos trabalhadores noturnos não consigam se adaptar às demandas de seu padrão de trabalho. Eles são incapazes de mudar sua biologia, porque a luz artificial é muito fraca comparada à luz natural. Em um dia ensolarado, a luz natural pode ser 250 vezes mais brilhante que a de um escritório. Impacto na saúde As conseqüências para a saúde do tabagismo, do álcool e do sexo desprotegido são bem divulgadas, mas a importância do sono e do papel crítico desempenhado pela luz é sem dúvida menos conhecida. Pesquisas adicionais e maior conscientização nessa área podem ajudar as pessoas a fazer escolhas informadas sobre priorizar seu próprio sono e obter luz solar suficiente. Também pode influenciar o modo como as políticas são desenvolvidas por governos, instituições educacionais e locais de trabalho. Minimizar a exposição à luz antes de ir para a cama e tentar obter a maior quantidade possível de luz matinal são passos simples que podem ajudar a maioria das pessoas a regular e melhorar o sono. Fonte: Russell Foster, para BBC Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

Compartilhar:


Para Inspirar

Por que estamos tão cansados?

A sensação de esgotamento que se abate sobre a sociedade já apresenta indícios epidêmicos e pode ter diversas explicações para sua ocorrência.

7 de Maio de 2020


Nada como chegar depois de um dia longo e repleto de atividades e poder tomar um banho e deitar na sua cama. Ou poder se esticar entre um exercício físico de alta intensidade e outro. E quem não ama o cansaço típico do turista que conheceu de tudo um pouco ao longo daquele dia?

Porém, há cansaços e cansaços. Existem os esgotamentos físicos e mentais que parecem nos atingir sem nenhuma explicação ou acontecimento prévio. É quase como o surgimento de uma fadiga sem razão para acontecer.
E há ainda o cansaço acumulado - esse, epidêmico se tratando de um contexto social mais amplo. Não há noite de sono que o repare ou férias que dê conta. E é esse o tipo que mais tem intrigado os pesquisadores.

O tema já virou livro de diferentes autores, como é o caso do filósofo coreano Byung-Chul Han, autor de “A Sociedade do Cansaço”, e da professora de literatura britânica, Anna Katharina Schaffner, que escreveu “Exaustão, uma História”. Para ambos, a exaustão não é exatamente novidade.

Anna inclusive traz conceitos da Idade Média, quanto esse sentimento era chamado de “acídia” e considerado pecado. No século 19, o então pecado se torna uma doença, chamada neurastenia e que castigou diversos escritores famosos da época, como Franz Kafka e Virginia Woolf.

Já Han também acredita que a exaustão não seja específica dos tempos modernos - pelo contrário, ele compara a que sentimos hoje com a mesma que o homem das pedras sentia. Isso porque ambos eram
multitasking, ou seja, tanto o espécime mais primitivo de humano quanto nós, hoje, somos diariamente desafiados a executar tarefas de diferentes naturezas, muitas vezes até mesmo simultaneamente.

Essa pode ser a primeira causa para esse esgotamento coletivo.
Aqui no Brasil, uma pesquisa feita pelo Ibope revelou que 98% dos brasileiros alegam estarem cansados, sendo 61% deles em um estágio intenso de exaustão. Um dado interessante que esse estudo trouxe foi a questão do sedentarismo. Apesar dos entrevistados alegarem que a rotina corrida era a grande causadora do cansaço, muitos deles não realizavam nenhum tipo de exercício físico.

Para os estudiosos da área, isso também é um problema, já que quanto menos atividades que estimulem seu corpo a se mexer o indivíduo fizer, mais ele sentirá um cansaço extremo ao realizar tarefas simples. Isso porque, quando nos movimentamos, nosso corpo libera o ácido lático, responsável por causar aquela dor típica de pós- academia.

O corpo entende essa dor como uma espécie de micro lesão e, em contrapartida, ele se defende gerando um desânimo capaz de manter a pessoa em repouso, sem se “machucar” novamente.
A questão é que, se o indivíduo insistir no exercício, logo essa dor passa e se torna cada vez menor, até mesmo pela fortificação dos músculos.

Já o contrário, caso ele largue de vez as tentativas de se exercitar, então essa sensação de cansaço extremo pode se agravar logo após a realização de tarefas simples, como subir as escadas ou um trajeto de metrô. Como o dia de um trabalhador comum é repleto dessas pequenas tarefas, logo, ao final do dia, ele estará exausto.
E essa pode ser a segunda grande explicação para essa sociedade cansada.

Existem ainda diversas outras linhas de explicações possíveis. Uma alimentação muito rica em gordura e carboidratos, que exigem mais do nosso processo digestivo,
pode ser a terceira delas. E o excesso de exposição a telas podem inibir uma série de hormônios que não só nos geram bem-estar como também disposição - sendo essa uma possível quarta explicação.

Por fim, a longevidade. Estamos vivendo cada vez mais e, com isso, tendo mais tempo para realizar tarefas. Essa ânsia em querer realizar tudo, ou de fato se incumbir de muitas delas, pode dar a sensação de acúmulo. Além disso, o fato de vivermos mais também indica uma vida estendida à órgãos como nossos pulmões e corações, que cá entre nós, já trabalharam bastante a vida toda.

Essa é uma quinta possibilidade
, ainda pouco estudada, mas já mencionada em tópicos relacionados. É importante ressaltar que o cansaço, por si só, é um mecanismo de defesa importante do nosso corpo. É graças a ele que conseguimos estabelecer nossos limites antes de nos forçarmos demais.

Ele também funciona como um aviso do nosso sistema fisiológico de que é hora de repousarmos para que certos processos naturais dentro do nosso corpo possam ocorrer, como a regeneração de células cerebrais que o sono traz.
Porém, quando entramos no processo de fadiga, que é o estágio crônico e persistente desse cansaço, o sujeito pode vir apresentar algumas doenças relacionadas a esse processo, como é o caso da anemia e da depressão.

Além disso, ele também pode ser tornar irritadiço, ter sua concentração prejudicada e sentir até mesmo dores musculares constantes.
Portanto, é importante estarmos atentos aos sinais para que o terceiro estágio do cansaço - a exaustão - não aconteça, pois ela pode ser até mesmo incapacitante, mantendo o indivíduo acamado e necessitado de atenção clínica intensa e mais próxima.

Bons hábitos, como valorizar uma boa noite de sono, uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, podem ser seus velhos e bons aliados. Evitar tempos longos em frente à telas, além de garantir uma saúde otimizada aos seus órgãos, também pode ser interessante.
Por fim, descanse! Sempre que puder, onde puder, e com qualidade.

Aproveite cada segundo de um bom descanso, sem interrupções ou interferências externas. Isso é também praticar o
mindfulness, ou seja, a atenção plena no momento, mesmo nos momentos de descanso. Confie: isso vai te ajudar a ter ainda mais energia para encarar o resto do seu dia.

Compartilhar:


Inscreva-se na nossa Newsletter!

Inscreva-se na nossa Newsletter!


Seu encontro marcado todo mês com muito bem-estar e qualidade de vida!

Grau Plenae

Para empresas
Utilizamos cookies com base em nossos interesses legítimos, para melhorar o desempenho do site, analisar como você interage com ele, personalizar o conteúdo que você recebe e medir a eficácia de nossos anúncios. Caso queira saber mais sobre os cookies que utilizamos, por favor acesse nossa Política de Privacidade.
Quero Saber Mais