A receita de saúde é ter amigos

A internet transformou o mundo em uma aldeia em apenas vinte anos. Os encontros presenciais tornaram-se menos frequentes. Em uma fila de espera, por exemplo, as pessoas preferem conversar pelos aplicativos de mensagens a conhecer quem está à frente. Mesmo durante um jantar com amigos, os celulares permanecem em cima da mesa, para que ninguém perca uma mensagem, um like, um acontecimento.

Apesar da conexão mágica, pesquisas apontam para o aumento do isolamento social. Quem tem milhares de seguidores no Instagram às vezes não tem o ombro amigo para recorrer quando a situação aperta. Sabe-se que a qualidade e a quantidade dos relacionamentos desempenham papel importante no bem-estar físico e psicológico.

Tête-à-tête. Uma série de estudos recentes sugere que os relacionamentos presenciais trazem maior benefício à saúde do que o bate-papo virtual. Segundo pesquisadores, a convivência social engajada e significativa adiciona de 10 a 30 anos na expectativa de vida das pessoas.

O ícone da alimentação natural John Robbins relata no livro Saudável aos 100 anos (editora Objetiva) que relacionar-se na comunidade que se está inserido é o fator mais importante da longevidade. Ocupa o primeiro lugar de um ranking de indicadores de longevidade, passando os exercícios físicos, a qualidade do ar ou mesmo a dieta equilibrada, entre outros.

Dean Ornish, médico americano, afirma com ousadia: “Não conheço nenhum outro fator que não inclua dieta, não fumar, não fazer exercícios, não estressar, não-genético, não relacionado aos abuso de drogas e não-cirúrgico que tenha um grande impacto em nossa qualidade de vida, incidência de doenças e morte prematura por todas as causas do que a qualidade dos nossos relacionamentos íntimos”.

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