Para Inspirar

Satyanatha em “Deus está presente em todas as coisas”

Na sexta temporada do Podcast Plenae, Satyanatha revela sua concepção de amor e como acredita na conexão de tudo que há no mundo.

26 de Setembro de 2021


Leia a transcrição completa do episódio abaixo:


[trilha sonora]

Satyanatha: Depois de ser abençoado, se tornar portador da bênção e levá-la aos outros. Eu aprendi isso há muitos anos na minha caminhada espiritual e agora tento viver isso todo dia. Como monge, o meu ofício é viver a espiritualidade dentro de mim e a ensinar pra quem quiser aprender e vivenciar. Eu sou responsável por manter essa vibração interna como se eu fosse uma vela acesa. Aí você chega perto, acende a sua vela na minha e pode viver a sua espiritualidade. 


[trilha sonora]


Geyze Diniz: A história de Satyanatha com a espiritualidade começa antes mesmo do seu nascimento, como David, nome com o qual nasceu e usou até os seus 24 anos. O então monge estudou diversas religiões, morou por 7 anos em um monastério hindu, até entender que sua espiritualidade não está ligada a uma religião, mas a algo que transcende todas elas.

Para ele tudo se conecta e tem um motivo. E até nosso livre arbítrio é relativo, pois fazemos parte de um plano muito maior. Conheça as conexões e a entrega espiritual do monge Satyanatha. Ouça no final do episódio as reflexões da psicanalista Vera Iaconelli para lhe ajudar a se conectar com a história e com o momento presente. Eu sou Geyze Diniz e esse é o Podcast Plenae. Ouça e reconecte-se.


[trilha sonora]


Satyanatha: Nossa história começa no ano de 1978, com aquela que seria um dia a minha amada avó Carminha. Eu ainda não tinha nascido com o nome de David e nem havia me tornado o monge Satyanatha, o nome que eu ganhei em um monastério distante, belo e sagrado, chamado Kauai Aadheenam.

Dona Carminha, minha futura avó, era uma pessoa de origem humilde, mas muito inteligente e dedicada. Ela estudou apenas até a quarta série, porque a mãe dela, de acordo com o que era sociedade da década de 1930, disse que ela não precisava estudar mais, além de aprender a ler e escrever. Mesmo assim, a Carminha foi trabalhar e se tornou responsável por grandes tarefas, era encarregada de setor, o que lhe dava muito orgulho, no Departamento de Estradas de Rodagem, o DER, uma instituição pública, em Campinas. 


A Carminha era uma pessoa profundamente amorosa. E o amor é uma das expressões mais elevadas do divino refletida em nós. Quanto mais o amor cresce dentro da gente, mais cresce aquilo que a gente chama de consciência e mais brilha a luz da nossa alma. Aquela que um dia seria a minha avó tratava todo mundo com igual respeito, inclusive o jardineiro da empresa onde ela trabalhava.


Era ele quem cuidava de pitangueiras que brotavam a partir das sementes que a minha avó jogou no jardim do DER e que estão lá até hoje. Eu não sei o nome do jardineiro e a minha avó não está mais aqui para eu perguntar. Mas, eu sei que ela o cumprimentava todo dia: “Bom dia”. “Bom dia”. E com gentileza, um dia, lá em 1978, ela perguntou: “E o senhor como está?”. 


[trilha sonora]


O jardineiro respondeu: “Eu estou um pouco triste, senhora, meu filho não está bem”. 


[trilha sonora]


Ela se interessou: “Puxa vida, o que aconteceu com o filho do senhor?”. “O meu filho tem 2 anos de idade e ele tem um problema grave de saúde”. A Carminha deu a ele o número do telefone dela. Ela tinha um fusquinha e, com aquele carro, podia levar a criança pro hospital. O menino se chamava Valmir e ele ainda existe em mim, como vocês vão ver.


O Valmir, criança pequena, tinha 2 anos, um fígado problemático e um sorriso simpático. Sempre que era chamada, a Carminha o levava nas consultas médicas, ajudando o pai e acolhendo a mãe. Sem receber um tostão, ela dava amorosidade, presença, acolhimento e solidariedade. Um dia, a Carminha recebeu um telefonema no meio da noite: “Dona Carmen, o Valmir tá mal, a gente precisa de ajuda”.


E lá foi ela correndo pro endereço da família na periferia da cidade. O Valmir foi colocado no banco de trás do fusquinha, nos braços da mãe, enquanto a Carminha dirigia pro hospital. Nos terríveis momentos de silêncio dentro do carro, ela começou a ouvir a respiração do menino. Não era só uma respiração difícil, mas uma respiração específica, quando a musculatura do tórax não dá mais conta. 


Depois, a Carminha ficou sabendo que na linguagem popular isso se chama sororoca. Ou na medicina, respiração intercostal, um dos sinais de que a pessoa está falecendo. A Carminha tinha até arrecadado recurso de muita gente para o Valmir fazer uma cirurgia de transplante de fígado, nos Estados Unidos. Não deu tempo, ele faleceu no hospital. 


[trilha sonora]


Então, ela não pensou mais nisso durante alguns meses. A filha dela ficou grávida, eu nasci e recebi o nome de David, que quer dizer amado em hebraico. Eu era muito amado mesmo. Fui o primeiro neto, imediatamente acolhido e favorecido pela minha avó, agora sim, não apenas Dona Carminho, mas Vó Carminha. 


Dizem que eu nasci um pouco cedo, de oito meses, oito e um pouquinho. Nasci pequeno, mas aparentemente saudável. Quando eu tinha uns 30 dias de vida, a minha avó chegou pra me visitar e viu que eu estava fraco, com os braços moles. Ela perguntou pra minha mãe: “O que aconteceu? Porque o David está assim?”. Minha mãe respondeu: “Ele tá assim porque chorou a noite toda, tá cansado”. Minha avó se aproximou do bercinho e ouviu. 


Minha vó entrou em pânico. Desesperada, ela gritou com a minha mãe, me pegou no colo e me levou para o hospital. Havia uma consulta marcada com um médico à tarde, mas a gente não sabe se eu teria sobrevivido. Eu fui vítima de uma epidemia de meningite bacteriana, que foi ocultada pela censura da ditadura militar daquela época, em 1979. Pouca gente sabia, mas a doença estava se espalhando pelos hospitais e matando crianças. 


[trilha sonora]


O médico avisou que provavelmente eu teria alguma sequela, se eu sobrevivesse. 


[trilha sonora]


E é uma benção inacreditável porque, se eu tenho, eu não percebo. Me sinto apto a viver, a amar, a meditar, a cuidar, a batalhar por um mundo melhor, a abraçar pessoas, a sorrir. Não parece ter ficado sequela alguma. Foi muito perto, eu quase fui embora, mas eu sei hoje o quanto eu devo ao Valmir, o quanto a minha vida é dedicada a honrar um menino que eu não conheço. 


Se a minha avó não tivesse ajudado o Valmir, ela teria perdido o primeiro neto e eu não estaria aqui contando essa história. Isso é espiritualidade verdadeira. Tudo se conecta, tudo tem um motivo. É transformador a gente entender que a infinita amorosidade e inteligência divina ligam todos os pontos e fazem com que a vida do Valmir permita que você ouça essas minhas palavras. 


Espiritualidade é a ligação amorosa e mágica entre todas as coisas. Em que não existem coincidências, onde cada detalhe é guiado por algo maior, divino e ainda assim imediatamente presente em tudo. 


[trilha sonora]


Alguns anos depois, fui com a minha vó caminhar num parque municipal. Era uma caminhada longa para a criança de 5 anos que eu era. Ao invés de me falar “não corra, menino!”, ela me deu a mão e disse: “Fique de mãos dadas comigo, a sua energia e a minha energia vão passar pelas nossas mãos, um para o outro, assim a gente troca essa energia e você não vai se cansar, nem eu”.


Aquela foi a primeira vez que eu ouvi a palavra energia, que depois eu ouviria muitas vezes na jornada de meditação e de ser monge. Aquela mágica, essa tal de energia que passava de um pro outro e assim não deixava a gente se cansar, aquilo me deixou empolgadíssimo. É claro que eu, sugestionado pela fala e também energizado pelo amor da minha avó, não me cansei ao caminhar no parque.


[trilha sonora]
 

Uma vez abençoado, compartilhar a benção. E eu já era abençoado, mas isso não significava que a minha vida era fácil. A infância foi turbulenta por coisas dos adultos. Em busca de aliviar a dor e encontrar um sentido, eu buscava a Deus. Meu pai me ensinou a visão da espiritualidade dele. Ele era muito dedicado e bastante sério na sua busca e frequentava uma igreja neopentecostal. Ele me levava a um culto, mas eu não gostava muito do ritual e da rigidez que eu encontrava ali.

Eu me lembro, com 8, 10 anos, de ir pro estacionamento da igreja, ficar olhando pras estrelas e pedir ardentemente: “Deus, se mostre pra mim, quem você é? Deus me ouça. Eu quero aprender, eu quero saber, eu quero estar mais próximo”. A resposta veio suave, ou se veio clara eu não soube ouvir. 

Uma época na adolescência e por uns anos eu cheguei até a ser ateu. Mas mais tarde, eu fui em busca de uma espiritualidade que explicasse o significado por trás do aparente caos, a bênção que vem mesmo quando a gente não entende, a luz no centro de cada um. Pra mim, a relação com o divino é de encantamento, é transformação, é uma luz profunda, é amorosidade.


[trilha sonora] 


Quando eu tava na faculdade, conheci a meditação. A convite de um amigo, fui participar de uma aula com uma pessoa que tinha um conhecimento gigante sobre a cultura oriental. Aprendendo aquilo, algo eclodiu e floresceu no meu coração. Eu me apaixonei pelo divino de maneira irreversível, ao ponto de ter dificuldade para lidar com o mundo concreto. Aí fui ler as histórias do Masnavi, que é uma coleção de livros sufistas do século 13, as obras do líder hindu Ramakrishna, a autobiografia de Yogananda...


Aquele conhecimento mexeu comigo, porque falava sobre carma, energia, chakras, dimensões, seres de luz e o plano divino por trás desse mundo concreto. Eu enlouqueci com aquilo, da melhor maneira. O mundo deixou de ser um lugar árido, no qual eu me sentia banido. Passei a me identificar com um mundo escrito em códigos, onde Deus se revela em todas as coisas. Uma folha de árvore pode ser algo transcendente de linda e abençoada, assim como um beijo e um abraço, que podem ser expressões do divino. 


Eu entrei em uma jornada que me levou a largar a carreira de engenharia para morar sete anos em um monastério. Me tornei monge e recebi o nome Satyanatha, que significa aquele que busca a essência, a verdade. Aprendi que todas as religiões estão certas e também todas estão bagunçadas pela intervenção humana. Aprendi que a minha busca espiritual não está ligada a uma religião específica.


Aprendi que a espiritualidade tem que ser vivenciada, não doutrinada, aprendi que o divino tem que ser um divino que encanta, não que julga. E que Deus está presente em todas as coisas. A vida do Valmir toca a minha e a minha toca a sua. Quando a gente entender isso, a nossa visão vai ser mais próxima da visão que Deus tem da vida e da espiritualidade. Que é simples, mágica e infinita, como Deus também é.


[trilha sonora]


Vera Iaconelli: O testemunho de Satyanatha revela como essa experiência da espiritualidade tem que ser ligada à autenticidade e a uma busca honesta, não doutrinária. A partir da história dele com a sua vó, com as memórias da história dessa mulher solidária, altruísta, generosa e de como isso marcou a infância dele, Satyanatha vai buscando encontrar aquilo que pra ele faça sentido em termos espirituais. Então, um jovem que começa um percurso muito próprio, muito desprendido, se baseando mais em questões do que respostas. E, nesse percurso, ele encontra uma espiritualidade não a partir de uma doutrinação de um outro que vai dizer quem ele é ou deixa de ser, ou o que ele vai fazer ou deixar de fazer, mas a partir de um lugar mais ligado à filosofia, mais ligado ao autoconhecimento e mais baseado à possibilidade de, tendo aprendido isso, transmitir pra mais alguém.

Então, é um ciclo transgeracional que ele traz da avó, dos pais, dele mesmo, e transmite pro outro. Então, se tem uma coisa que a gente deve guardar da experiência desse jovem excepcional é como nós precisamos nos perguntar sobre as grandes questões da nossa existência e buscar respostas que sejam autênticas para nós ao invés de nos deixarmos tomar pela palavra do outro, nos deixarmos guiar pela palavra do outro, ao invés de nos deixarmos doutrinar por dogmas muitas vezes que vão na contramão da nossa própria expressão. E a possibilidade de interpretar os fatos da vida de uma forma mais positiva, mais proativa, mais espiritualizada. 


[trilha sonora]

Geyze Diniz:
Nossas histórias não acabam por aqui. Confira mais dos nossos conteúdos em plenae.com e em nosso perfil no Instagram @portalplenae.

[trilha sonora]

Compartilhar:


Para Inspirar

Por que roncamos?

E o que fazer para cessar o desconforto, que atrapalha não só ao paciente, como também aos seus familiares?

2 de Novembro de 2020


Se você não tem problemas com o sono, deve certamente conhecer alguém que tenha. Isso porque um estudo comandado pela empresa alemã Royal Philips, concluiu que 72% dos brasileiros apresentam distúrbios do sono , que podem ser os mais variados possíveis.

Já explicamos em matéria aqui no Plenae os malefícios para a saúde de um repouso não revigorante . Também demos dicas em outra matéria de como combater a sua insônia , caso seja esse o seu distúrbio de sono. Mas e quando o problema é outro?

Problema sonoro

A lista de desconfortos que prejudicam nosso sono é grande, mas uma delas é bastante comum: o ronco. Apesar de ser motivo de muitas piada, o ronco é sempre um sinal de obstrução, pelos mais variados motivos.

Segundo estudos guiados pela Universidade Federal de São Paulo, a UNIFESP , os homens podem até representar a maioria dos afetados, mas não há uma forte discrepância, afinal, 40% das pessoas que roncam são mulheres. E o problema piora após a menopausa, atingindo com mais força as que possuem mais de 50 anos.

Os homens ainda são maioria entre os roncadores, mas o índice feminino está crescendo

No caso específico da menopausa, o ronco ocorre sobretudo por conta de uma redução na musculatura das vias aéreas, o que dificulta a passagem do ar pela garganta, principalmente.  Esse, porém, não é o único causador do ronco.

Segundo a fonoaudióloga certificada pela Associação Brasileira do Sono , Vanessa Leto, o ronco é uma vibração dos tecidos da região da garganta durante o sono, que pode ter um aumento da incidência com a idade, pois pode estar relacionado com a flacidez da musculatura.

“Ele tem um aumento da incidência com a progressão da idade, mas há criancinhas que roncam também. Isso está relacionado com uma obstrução do nariz ou da garganta, e por isso é difícil definir um perfil único. Pode ter desde recém-nascido, até crianças maiores e adolescentes também” explica.

No adulto, se dá da mesma maneira: questões anatômicas que podem ser comuns e específicas daquela pessoa, ou pioradas por um ganho de peso, ou aumento da flacidez com a idade, por exemplo.

Para detectar o problema, é preciso fazer um exame chamado polissonografia. “Ele é quem vai detectar se a pessoa só ronca de forma primária, sem sinal de apnéia do sono, ou se é uma pessoa que ronca e também apresenta uma apnéia obstrutiva leve, moderada ou grave” diz a fonoaudióloga.

Já se sabe que o ronco é o primeiro sinal dessa condição, mas nem sempre todos os roncadores apresentam a apnéia - comorbidade que faz com que a pessoa pare de respirar por alguns instantes enquanto dorme, elevando a sua pressão arterial, entre outros problemas.

O que fazer

Os tratamentos vão ser bem diferentes de acordo com os graus mencionados, e serão mapeados principalmente pelo exame da polissonografia, mas também por uma avaliação clínica de um profissional de otorrinolaringologia, por exemplo.

“Como são muitas as causas, essa conversa com o especialista é muito necessária. Até mesmo desvio de septo pode causar o ronco, ou hipertrofia de adenóide - que é a estrutura da região da faringe. Há também a hipertrofia de tonsila palatina - que são as amígdalas, e essas podem acometer crianças ou adolescentes, pacientes jovens e magros” explica Vanessa.

Em geral, o tratamento é simples e cirúrgico, onde essa estrutura que está causando a obstrução é retirada. Nesse caso, a fonoaudióloga entra porque, quando há essa obstrução, o paciente apresenta uma respiração oral. “Muitas vezes, mesmo fazendo a cirurgia e tirando esse impedimento anatômico, a pessoa ainda respira pela boca, porque o corpo dela ainda não entendeu que existe a via do nariz para estruturar, e a fono entra para habilitar essa via” diz.

Sabendo que a fonoaudiologia reabilita funções como respiração, mastigação,  deglutição e fala, o trabalho da área e seus exercícios são fundamentais para a reabilitação anatômica tanto do paciente que foi submetido a cirurgia, quanto do paciente que resolverá o desconforto somente em clínica.

Vanessa, nossa entrevistada, publicou um trabalho de doutorado em 2015 que comprovou a eficácia das condutas de exercício no que diz respeito à frequência e intensidade do ronco. “A questão dos exercícios é complexa porque não são os mesmos para todos os pacientes, cada um deve ser avaliado individualmente. Uma coisa muito importante para prevenir é desenvolver pró percepção, ou seja, perceber se alguma de suas funções automáticas estão sendo desempenhadas corretamente” explica.

E quais seriam elas? A respiração é, obviamente, um ponto-chave. “Quando se está em repouso, o paciente consegue respirar pelo nariz ou respira pela boca sem perceber? Ele está se alimentando bem no sentido de mastigar e engolir? Consegue, por exemplo, mastigar dos dois lados, engolir sem a comida parar na garganta ou tem que auxiliar com líquido?” provoca a profissional.

Aos idosos, sobretudo, todos esses são sinais de que é preciso uma avaliação mais completa. “Tenho muitos pacientes, talvez 10% dos que chegam, que nem continuam o tratamento comigo, porque eu avalio uma questão muscular e já passo para outro especialista. Há uma série de critérios de exclusão que não são fonoaudiólogos, são cirurgias ou perda de peso. Por isso é impossível pensar em um único tratamento ou exercício que englobe todos os perfis” diz.

A longo prazo

A questão dos malefícios do ronco estão mais atreladas à qualidade do sono, mas ele pode sim causar uma degeneração física da musculatura, fazendo com que ela fique cada vez mais flácida e prejudicada. No pior cenário, ela poderá sofrer um colapso e fechar - e isso pode gerar a já mencionada apnéia do sono.

“São poucas as pessoas que podem roncar a vida inteira sem causar danos ventilatórios e de deglutição a longo prazo, porque a via do ronco é a mesma de engolir alimentos” explica. Para os idosos isso é primordial, porque afeta diretamente a nutrição deles, que precisam de ainda mais nutrientes.

“A dieta dos idosos já é afetada normalmente porque começam a ter problemas dentários ou dificuldades para engolir. Com isso, eles começam a mastigar menos, sem triturar o alimento para se fazer um bolo alimentar correto e engolir melhor, e a família vai empobrecendo sua dieta para facilitar esse processo” complementa.

O ronco ainda é prejudicial para a qualidade do sono de quem dorme ao lado do roncador. “A gente tem caso de cônjuges dos roncadores que inclusive apresentam perda auditiva no ouvido que fica virado pro ronco” diz. “O próprio roncador pode até dizer que cai na cama e dorme pesado, mas muitos na clínica atestam que acordam se sentindo cansados” conclui.

Muitas pessoas que roncam não sabem. O ideal é pedir para seu parceiro te ajudar nesse diagnóstico. No caso dos solteiros, caso esteja acordando e se sentindo mais cansado, uma opção é gravar os seus ruídos durante o seu sono - com seu aparelho celular mesmo.

Caso detecte o ronco, procure um profissional ou uma equipe multidisciplinar que conte com um psicólogo, por exemplo, que pode também ser benéfico para a qualidade do sono como um todo. Afinal, o estresse pode ser o principal vilão para seu repouso. Não deixe para amanhã o bom sono que pode ser feito hoje.

Compartilhar:


Inscreva-se na nossa Newsletter!

Inscreva-se na nossa Newsletter!


Seu encontro marcado todo mês com muito bem-estar e qualidade de vida!

Grau Plenae

Para empresas
Utilizamos cookies com base em nossos interesses legítimos, para melhorar o desempenho do site, analisar como você interage com ele, personalizar o conteúdo que você recebe e medir a eficácia de nossos anúncios. Caso queira saber mais sobre os cookies que utilizamos, por favor acesse nossa Política de Privacidade.
Quero Saber Mais