A conquista da solitude

Solidão e solitude são conceitos diferentes, quase conflitantes, apesar de prefixos idênticos.

15 de Abril de 2024


Solidão e solitude são conceitos diferentes, quase conflitantes, apesar de prefixos idênticos. Se o primeiro termo fala de um sentimento ruim, originário de uma situação imposta, o segundo fala sobre uma atitude perante a vida. A solidão não é uma opção intencional e agradável, remete à melancolia. A solitude é simplesmente saber ser só e gostar de sua própria companhia. 

Mas saber ser só é tarefa que exige de nós habilidades múltiplas. A capacidade de silenciar-se e permitir-se ouvir o barulho ao seu redor sem contribuir como falante, apenas como ouvinte. A resiliência de tentar quantas vezes for preciso algum processo interno ou externo, mas que depende só de você.  

Saber ser só não é saber com profundidade aquilo que te faz bem e, mais do que isso, o momento certo das coisas. É também ser grande o suficiente para escolher quando se quer estar com os outros ou não, pois a solitude não precisa ser condição eterna. Lembre-se: é preciso partilhar a vida com seus semelhantes. 

Caminhar em alegria e harmonia consigo é ter atingido um nível profundo de autoconhecimento e paz interior, mas que não são inabaláveis, pois a vida não é uma linha reta e são as curvas que tornam o trajeto tão bonito. É preciso saber ser só, pois essa é enfim a condição humana. Afinal, grande parte do nosso tempo, estamos com mais ninguém senão nós mesmos.  

E que lindo é poder se olhar no espelho e gostar daquilo que se vê para além da beleza física. Que importante é poder andar sem fones, ouvindo seus próprios pensamentos. Como é bom rir sozinho, cozinhar o seu prato favorito, respeitar os seus limites. E que potente é vislumbrar um futuro onde todos os seus planos têm você por toda a parte. Viva a solitude daqueles que sabem ser só!

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Para Inspirar

A cultura como agente de transformação social

Projetos que levam a arte em suas mais variadas formas podem trazer transformação social profunda para a sociedade e suas comunidades

10 de Maio de 2024


No último episódio da décima quinta temporada do Podcast Plenae, conhecemos a história completa de Konrad Dantas, mais conhecido pelo seu nome artístico, Kondzilla. Um dos principais produtores do Brasil é especializado em funk, ritmo que embala não só as comunidades mais pobres, mas todo o país. 

Apesar de ser ainda um tema polêmico e um ritmo que sofre muito preconceito, o funk é parte indissociável de um movimento cultural e que emprega milhares de pessoas em muitas cidades. E isso é só um pouco do que a arte pode fazer como agente de transformação social. A seguir, falaremos mais sobre isso!

O que a cultura traz


A cultura desempenha um papel fundamental na sociedade de várias maneiras. Ela traz, em primeiro lugar, um senso de comunidade, pertencimento e identidade, pois emprega tradições, costumes e crenças que dão uma “cara” para aquele grupo, seja ele delimitado em um espaço geográfico ou não. 

As configurações são muitas: você pode se identificar com a cultura brasileira, por exemplo, e assim se enquadrar em uma regionalidade pautada em um espaço geográfico - o país. Mas, você pode se identificar com culturas que não são atreladas a um espaço, como é o caso da cultura árabe que te explicamos brevemente nesse artigo, ou a cultura indígena, que explicamos nesse artigo.

As expressões artísticas como música, dança, pintura, literatura: todas elas ajudaram até mesmo a demarcar tempos históricos. Hoje estudamos o romantismo, por exemplo, que nos ajuda a entender um pouco mais sobre aquele período do mundo, seus valores, angústias e normais sociais. Isso acaba ensinando os mais jovens com a experiência dos mais velhos. 

Eventos culturais ou o simples consumo de uma arte que você goste pode promover socialização, criando grupos para falar sobre o assunto, por exemplo; aliviar o estresse; trazer uma sensação terapêutica. Por fim, essa troca cultural ainda enriquece um povo e o torna mais capaz a aceitar as diferenças e lidar com as diversidades, gerando mais compreensão e empatia de todas as partes. Esses são os ganhos mais subjetivos relacionados ao papel da cultura em uma sociedade.

A cultura como moeda de troca


Mas, indo além e trazendo para a prática, a cultura movimenta dinheiro. Prova disso são os dados recentes sobre o show da Madonna realizado no Rio de Janeiro. Ele trouxe visibilidade e prestígio para o Brasil e trouxe, sobretudo para a população LGBTQIA+, um senso de pertencimento e acolhimento - além de claro, diversão. Só que o show também trouxe dinheiro. 

Segundo estimativas do governo do estado do Rio de Janeiro, o show da Madonna trouxe retorno de mais de R$300 milhões para a capital fluminense. O custo para os cofres públicos foi de 20 milhões, pois houve muito investimento privado para o evento que reuniu mais de 1,5 milhões de pessoas. 

“A gente fala do retorno financeiro, de R$300 milhões, mas a gente tem outro retorno, que é muito maior, que é a imagem do Rio de Janeiro perante o Brasil e o mundo. Isso é muito mais importante, essa proteção reputacional do estado, mostrando que ele é capaz de dar segurança pública”, diz o secretário de Segurança, Victor César dos Santos.

Esse é um caso atípico de tamanho continental, é claro, mas as pequenas iniciativas culturais que acontecem em comunidades também exercem esse efeito, guardada as devidas proporções. É por isso que há tantas iniciativas do tipo em tantos pontos do país - a bailarina Ingrid Silva, por exemplo, que já passou por aqui em um episódio emocionante no Podcast Plenae, é testemunha disso. 

A cultura pode ainda ser uma fonte de resiliência para as comunidades, ajudando-as a enfrentar desafios e adversidades, se adaptando ao longo do tempo e incorporando novas influências enquanto mantém aspectos importantes de sua essência. Ela ajuda a levantar bandeiras importantes e trazer visibilidade para povos marginalizados. 

Não por coincidência, um dos principais mecanismos de violência destinados às minorias é menosprezar ou até apagar a cultura de um povo específico - como o racismo faz há mais de meio século com a população afrodescendente pelo mundo. Esse discurso abre portas para outras violências como a intolerância religiosa, que tem em suas manifestações artísticas uma das formas de expressar suas crenças. 

“Eu já sabia da importância do funk pras pessoas que vivem na favela. Na comunidade onde eu cresci tocava muito funk. Sabia também que só os artistas grandes, apoiados pelas gravadoras que tinham clipes bons. Eu achava, e continuo achando, que a música tem um papel fundamental como entretenimento para quem é da comunidade. No começo dos anos 2010, a classe C estava vivendo um momento de ascensão econômica. Os jovens estavam entrando na universidade e as famílias estavam comprando carro pela primeira vez”, diz Konrad. 

Ele é um desses agentes de transformação em sua comunidade que acabou expandindo para outros muros e trazendo esperança e, porque não, empregos para muitas pessoas como ele, que não tiveram muitas oportunidades. A arte é uma dessas portas que se abrem como uma nova chance para tantas pessoas e, de uma maneira linda, resgata valores e nos torna todos juntos parte de algo. 

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