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Saiba a diferença entre ansiedade e o transtorno

A linha entre os dois pode ser tênue. Descubra quando é hora de buscar ajuda

14 de Maio de 2019


A ansiedade faz parte do ser humano, como quando nos preocupamos com a nossa conta bancária ou com a saúde de um parente. Mas como saber se o nível de preocupação ultrapassa o nível razoável e é preciso procurar ajuda? "O que torna a ansiedade uma condição diagnosticável é ela interferir na vida do indivíduo", disse Cheryl Carmin, psicóloga da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos.

"A maioria das pessoas fica ansiosa antes de uma entrevista de emprego. Um indivíduo com transtorno de ansiedade, no entanto, pode cancelar a entrevista por medo do que o entrevistador pode pensar sobre ele", explica.

Como é um distúrbio de ansiedade?

O Brasil é o país com maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em 2017, 9,3% dos brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade. O tipo de ansiedade mais comum é a fobia, que afeta de 7 a 9% da população.

Transtorno de ansiedade social também é muito frequente e afeta 7% das pessoas. "Esta condição envolve medo de avaliação negativa", afirma Carmin. Nesse guarda-chuva fica o medo de falar em público. Algumas pessoas, porém, preocupam-se de uma forma mais ampla. Para ser diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada, que afeta 2 ou 3% da população, você normalmente precisa experimentar três ou mais sintomas por dias.

Os sintomas podem estar relacionados ao humor - como irritabilidade, nervosismo e sensação de perigo iminente -  e a aspectos fisiológicos - a exemplo de aumento da frequência cardíaca, problemas com o sono ou distúrbios gastrointestinais. Quando é hora de chamar um médico ou terapeuta? "Quando sua ansiedade é constante e incessante, causando problemas suficientes para evitar que você viva sua vida normal, então é hora de fazer uma avaliação", aponta Joseph Baskin, psiquiatra da Clínica Cleveland.

Tratamento individualizado

Os transtornos de ansiedade podem ser tratados com uma variedade de medicamentos, terapias e rotinas de bem-estar. A abordagem terapêutica padrão, segundo Carmin, é a terapia cognitivo-comportamental, também chamada de TCC. Nessa modalidade, as pessoas com ansiedade são encorajadas a enfrentar seus medos. "Os pacientes também aumentam a compreensão de que suas consequências temidas não acontecem", diz Carmin. “Assim, são capazes de desenvolver habilidades para examinar suas crenças e, então, desafiá-las.”

Rotinas de bem-estar

Muitos hábitos de vida também podem ajudar no combate à ansiedade. “As práticas de bem-estar geralmente incluem abordagens baseadas em mindfulness. Estratégias como relaxamento muscular progressivo e respiração diafragmática também têm sido usadas há algum tempo”, afirma Carmin. Além disso, exercício, dieta saudável e relações sociais auxiliam no controle dos sintomas.

Fonte: Jenna Birch, para Huffpost
Síntese: Equipe Plenae
Leia o artigo completo aqui 

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Ética e coerência fazem viver mais

O fato é que pessoas com alta capacidade de tomar decisões afinadas com seus objetivos podem ter dois anos a mais de vida do que aqueles que têm essa habilidade rebaixada.

25 de Abril de 2018


Você já ouviu falar em bem-estar eudemonístico? Ele se relaciona com o senso de autocontrole, baseado na ética individual. O fato é que pessoas com alta capacidade de tomar decisões afinadas com seus objetivos podem ter dois anos a mais de vida do que aqueles que têm essa habilidade rebaixada. A conclusão partiu de um estudo liderado pela Universidade Global de Londres com apoio das universidades americanas de Princeton e Stony Brook. Foram ouvidos 9.050 ingleses com idade média de 65 anos. A íntegra da pesquisa, publicada no portal de saúde The Lancet , mostra que os cientistas trabalharam com quatro de níveis de bem-estar, que vão do mais alto ao mais baixo. Nos oito anos e meio seguintes, observaram que o número de mortes dos entrevistados com baixo bem-estar foi, em média, três vezes maior (29%) do que os de baixo (9%). Os resultados passaram ainda por ajustes de idade, sexo, status socioeconômico, saúde física, depressão, tabagismo, atividade física e consumo de álcool para descartar o maior número possível de variáveis capazes de influenciar a saúde e o bem-estar. A tentativa era de isolar o fator bem-estar eudemonístico. E chegaram a um outro resultado: um terço das pessoas com o maior bem-estar foram menos propensas a morrer durante o período de estudo, vivendo em média dois anos mais do que os com mais baixo bem-estar. “Anteriormente, descobrimos que a felicidade está associada a um menor risco de morte”, diz o professor Andrew Steptoe, diretor do Instituto de Epidemiologia e Saúde da Universidade Global de Londres, que liderou o estudo. “Agora não dá para ter certeza de que um bem-estar maior necessariamente causa menor risco de morte, uma vez que não há comprovação científica causal, apenas um levantamento comportamental. Mas os resultados levantam a possibilidade intrigante de o aumento do bem-estar ajudar a melhorar a saúde física.” Existem vários mecanismos biológicos que podem ser a conexão física entre a causa e o efeito desse processo investigado por Steptoe. Entre elas, mudanças hormonais ou redução de pressão sanguínea provocadas por esse bem-estar. “Será preciso investigar mais profundamente para confirmar essas suposições e comprovar cientificamente a conexão entre o bem-estar e longevidade.” Leia o artigo completo aqui .

Fonte: Science Daily Síntese: Equipe Plenae

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