Coloque em prática

As relações na mira: como mantê-las saudáveis em 2023?

Veja o que passou por aqui em 2022 no pilar Relações e como aplicar essas dicas em 2023!

5 de Janeiro de 2023


Somos parte de um todo. Sozinho, somos apenas um grão de areia, mas juntos, somos uma praia inteira. Dessas que não dá vontade de ir embora, vale dizer! Em tempos onde nossas conexões podem estar um pouco atribuladas, o objetivo do Plenae ao longo do último ciclo foi unir, cada vez mais, o que possa ter se desunido. Então confira a seguir alguns caminhos possíveis para aprimorar ainda mais suas relações nesse próximo ano!  

Metas

1- Abrace o diferente! Afinal, ser diferente é n o r m a l, ok? Então vamos abraçar as culturas indígenas, que há séculos nos ensinam tanto, e também os transgêneros, que se aceitaram como eles são - e nosso dever é aceitá-los também! Isso vale também para seu estado civil: são várias as formas de amar e contamos sobre algumas delas por aqui! 

2- Ouça o outro. Só assim você se ouvirá também. Saiba ler suas emoções e saiba também como tornar a sua comunicação mais efetiva. Nesse tópico, vale entrar também as diferenças geracionais, como por exemplo, entender o que mudou da criação de nossos avós para cá. Não há um melhor do que o outro, apenas propostas diferentes. 

3- De olho nos jovens. Afinal, se o mapa do nascimento nos explica que nossas primeiras sensações ditam as nossas futuras sensações, há de se entender que o que esperamos para o futuro está nas mãos dos jovens! Estamos falando de saúde mental o suficiente com eles? E sobre honestidade, estamos encarando esse tema tão desafiador com as nossas crianças

4- Busque conhecimento. Entender conceitos e desmistificá-los é parte importante dessa trajetória. O que é o parto humanizado? Qual a diferença entre simpatia e empatia? O que é a depressão pós-parto? E o ciúme, como entendê-lo e como curá-lo? Essas foram algumas questões que buscamos responder por aqui!

5- Inspire-se! Seja com a ajuda dos filmes ou até com exemplos de outras famílias, como é o caso da família Gil. Vai torcer por um time? Torça junto e observe os benefícios! O importante é fortalecer suas relações, seja qual fonte de inspiração ou situação seja a sua. 

E aí, já se sentiu mais fortalecido para ir atrás de melhores relações - ou de melhorar as que você já possui? São nossos laços que nos tornam humanos. Acredite na importância e na potência deles!

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Coloque em prática

Como a neurociência pode te ajudar com o seu propósito?

O estudo da mente que vem ganhando cada dia mais espaço pode ser um atalho e um aliado na busca por um propósito - ou na realização dele.

16 de Junho de 2023


Há pessoas que descobrem o seu propósito ainda bem jovens. Seja guiados por um dom, um chamado, um exemplo no qual se espelham ou até uma inteligência específica mais aguçada, como te contamos neste artigo. O terceiro participante da décima segunda temporada do Podcast Plenae, Leo Farah, foi mais ou menos assim.

Primeiro, ele decidiu que queria ser médico. Chegou a passar e começar a estudar nesse que é um dos cursos mais concorridos do país e até do mundo. Mas, foi a vocação para bombeiro que brilhou mais os seus olhos. Por um tempo, tentou conciliar ambas. Porém, quando a vida cobrou que ele escolhesse um só caminho, ele não teve dúvidas: o Corpo de Bombeiros o faria ajudar mais pessoas, que era o seu propósito maior de vida.

A história é linda, emocionante e inspiradora, mas não reflete a realidade de todas as pessoas. Isso porque existem aquelas que ainda estão em busca de seus propósitos. Por aqui, te contamos como a filosofia IKIGAI pode te ajudar nessa busca, que de repente mora nos detalhes do seu cotidiano sem que você sequer se dê conta. 

Também te explicamos a relação entre propósito e felicidade, traçamos oito dicas para te ajudar a encontrar o seu, reunimos diferentes matérias sobre o assunto em uma só e trouxemos ainda uma palestra do próprio Abilio Diniz contando um pouco da sua experiência relacionada ao tema. Agora, queremos entender um pouco mais sobre a perspectiva da neurociência a respeito do assunto. Continue lendo a seguir!

O que é a neurociência

A Neurociência é o campo de estudo que olha para como o sistema nervoso se dá segundo suas funcionalidades, abrangendo não só o cérebro, mas também seus nervos periféricos e até a medula espinhal, que guarda consigo informações importantes a respeito do nosso funcionamento. 

A partir dessas três regiões, responsáveis por coordenar nossas ações voluntárias e involuntárias, a neurociência analisa nosso comportamento e nossas emoções, bem como os fenômenos da mente. Portanto, como explica esse artigo da PUC, trata-se de um campo científico que busca revelar estruturas, processos de desenvolvimento e alterações que possam ocorrer ao longo da vida.

Ela ainda é um campo científico multidisciplinar, que se relaciona com Antropologia, Educação, Linguística, Medicina, Ciência da computação, entre outros campos. Ela também se divide em 5 campos de estudo:

  • Neurofisiologia, que investiga funções do sistema nervoso (atividades do cérebro e da medula), periférico (funções do nervos, sensibilidade e músculos) e desordens do sistema como um todo.

  • Neuroanatomia, que investiga a relação entre estrutura e as funções do cérebro, medula espinhal, nervos e terminações nervosas.

  • Neuropsicologia, que estuda o sistema nervoso sob a ótica do comportamento humano e como o cérebro influencia nossas funções.

  • Neurociência comportamental, que se aprofunda como nosso inconsciente afeta a conduta humana, bem como nossa identidade e memória.

  • Neurociência cognitiva, que busca entender o pensamento, memória e dinâmica do aprendizado, além da nossa percepção e sensações. 

Portanto, a neurociência é um campo que estuda, principalmente, nosso funcionamento, estrutura, desenvolvimento, possíveis alterações ao longo da vida e como tudo isso afeta nosso comportamento. E é somente tendo consciência dos nossos processos internos é que podemos modificá-los.

O propósito enquanto conceito

O propósito é uma palavra proveniente do latim, proposĭtu pode ser desmembrada em pro (para mim) + positum (posto, colocado). Portanto, propósito é aquilo que está posto para mim, originalmente, como te explicamos neste artigo. Ele é parte de tudo aquilo que é da ordem da intenção, do objetivo, da finalidade. 

É quase que um sinônimo para projeto, é aquilo que se busca alcançar todos os dias, segundo a definição da Oxford Languages. E por ser um objetivo quase que diário, por vezes o propósito pode ser confundido com a felicidade, que é outro termo ainda mais subjetivo e individual do que o anterior. 

“Existem artigos de neurologia e psiquiatria que apontam que as pessoas que mais buscam felicidade são as mais adoecidas mentalmente. É super importante deixar isso claro: a felicidade é um efeito colateral de um propósito. Se tivéssemos uma fórmula para alcançá-la, ela basicamente só teria dois componentes: momentos de bem-estar no dia a dia e, de forma mais ampla, uma ideia que me dá sentido à vida", diz o neurologista e professor na UNIFESP, Fabiano Moulin.

O cérebro e o propósito

Chegamos então ao gigante e importantíssimo órgão que rege grande parte do nosso funcionamento e, claro, das nossas emoções. Mas, é preciso estar atento aos seus truques e artimanhas. “O cérebro tem uma capacidade muito grande e espontânea de desejar, mas muito pequena em se sentir satisfeito com o que tem. Isso não é só cultural, existe algo de biológico mesmo e hoje nós sabemos dos circuitos neurais e do processo que a gente chama de adaptação hedônica” explica o especialista. 

Essa adaptação passa, principalmente, pela capacidade de previsibilidade que temos e que, por vezes, falha. Antecipamos acontecimentos em busca de nos proteger mas, muitas vezes, eles nem chegam a de fato acontecer. “Quando o cérebro começa a ter maior competência de previsibilidade, menor é a liberação de dopamina, portanto menor o prazer daquela ação de forma isolada", continua explicando Moulin. 

É aí que mora o perigo: as coisas parecem “perder a graça”, mesmo atingindo objetivos que você sempre sonhou. Isso porque o seu cérebro se vicia em prazeres momentâneos, um mecanismo parecido com a paixão, que te contamos neste artigo. É necessário exercitá-lo para que ele não enxergue o mundo como ele é, mas sim como nós somos. 

Sem essa compreensão, estaremos sempre presos no desejo da falta, e não na presença. Esse filtro que temos do mundo é um processo ativo, influenciado pela nossa família e pela cultura onde estamos inseridas. Portanto, é preciso um trabalho igualmente ativo para mudarmos essa ótica e enxergarmos a vida com mais propósito, observando desde os pequenos prazeres cotidianos até uma preocupação com o bem-estar coletivo.

“Vivemos no Ocidente, lugar onde o grande alvo da felicidade é o indivíduo. No Oriente, mesmo hoje em dia, é o coletivo que importa. Nem sempre a felicidade de uma pessoa tem a ver com o propósito de toda uma sociedade. Mas a evidência maior é a de que, quando agregamos um propósito pessoal a um acréscimo de bem-estar para humanidade , a felicidade é ainda maior”, explica.

“Então considerarmos o outro nesta fórmula é muito importante, porque de novo, eu acho que esse ponto é importante. O outro importa muito, nós não somos uma ilha, fazemos parte de um contexto. E importar-se com esse contexto torna seu propósito muito mais forte” conclui Fabiano.

Pare e se pergunte: O que eu faço bem? O que pra mim dói menos que pra maioria das pessoas? O que é aquilo que, quando eu faço, não vejo a hora passar e que as pessoas valorizam? O que eu faria de graça na vida? E o principal: como eu poderia mudar o mundo, ainda que de forma pequena? Todos esses são questionamentos que irão educar o seu cérebro para expandir e enfim encontrar o que é seu.

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